sábado, 13 de agosto de 2011

"Minha prática com o uso de blogs"

Desde o ano de 2010, tenho lido vários relatos de professores a respeito dos bons resultados obtidos a partir da utilização das ferramentas tecnológicas, principlamente do uso de blogs em suas práticas pedagógicas. Assim, nasceu a idéia de criar um blog no sentido de inovar e promover melhoria na operacionazalição das máquinas e concretização das práticas para atender as demandas dos nossos alunos.
Relato a seguir um exemplo de como utilizei esta ferramenta no 2° semestre de 2011:

Primeiro momento  (pesquisa e socialização)
  • Apresentei os temas que deveriam ser trabalhados no bimestre para toda a turma (2° e 3° anos do Ensino Médio) ;
  • Dividimos as turmas em grupos de 3, 4 ou 5 alunos;
  • Levei os alunos na STE e mostrei como deveriam fazer para acessar o blog e os links disponibilizados.
  • Cada turma deveria consultar os links disponibilizados no blog para iniciar a pesquisa;
  • Disponibilizamos uma aula para cada grupo entregar o trabalho por escrito e socilizar as principais informações obtidas de acordo com o tema. A socialização poderia ser em forma de seminário simples, criação de vídeos (Movie Maker) ou através de slides (Power Point).
Segundo momento (avaliação da aprendizagem)

  • Informei que as atividades avaliativas seriam desenvolvidas em duas etapas;
  • Primeiro, cada grupo receberia uma relação de atividades, onde todos deveriam acessar o blog herodomoderno.blogspot.com/ para assistir aos vídeos selecionados e ler os textos disponibilizados para tais fins;
  • Reforcei que todos deveriam realizar as atividades, já que as mesmas seriam avaliadas em sala e de forma individual.
  • As atividades poderiam ser desenvolvidas de acordo com as condições/disponibilidades de cada grupo ou seja, poderiam fazer em casa, nas lan houses, na biblioteca municipal, etc.
  • Segundo, as atividades deveriam ser entregues no dia da prova escrita.

Resultados...


Benefícios:

  • Percebi que muitos alunos se familiarizaram com as ferramentas.
  • Em geral, a média (notas) das turmas foram superiores as do 1° bimestre.
  • Muitos disseram que "adoraram" fazer as atividades.
  • Alguns realataram que compartilharam os vídeos com irmãos, amigos, primos, etc.

Desafios:

  • Nem todos os alunos tem acesso ao computador com banda larga;
  • Alguns alunos que possui computador com internet, tem plano econômico e reclamaram que nem sempre conseguem finalizar os vídeos disponibilizados;
  • O tempo disponível na STE não foi suficiente para realizar as atividades;
  • Em uma avaliação posterior, verifiquei que a maioria está condicionada à conteudos factuais ou ainda com informações muito superficiais...
  • Demosntraram muita dificuldade para contextualização ou criticidade das informações adquiridas.

*Independente dos resultados aqui elencados, não resta dúvida de que as ferramentas tecnologicas quando utiulizadas para atender de forma planejada a demanda do aluno, contribui e muito para alavancar o processo de ensino e aprendizagem.

Professor da STE (Cido)  auxiliando o professor regente (Cleiton) e a turma do 5°B (vespertino) no desenvolvimento de atividades referentes ao dia do FOLCLORE - 22 de agosto












Projeto: Ribas em vídeo
Produto final: vídeos produzidos pelos alunos
Este vídeo já está disponível no YoTtube




Alemanha relembra 50 anos do Muro de Berlim

Barreira dividiu cidade durante 28 anos e deixou cicatrizes profundas em seus moradores; em cerimônia, políticos alemães celebram união.

Da BBC
A Alemanha comemora, neste sábado, os 50 anos desde a construção do Muro de Berlim, quando o lado leste (comunista) fechou suas fronteiras, dividindo a cidade em dois durante 28 anos e partindo famílias ao meio.
A cerimônia em memória desse marco começou com a leitura dos nomes de 136 berlinenses que morreram tentando cruzar o muro.
O presidente alemão, Christian Wulff, disse que o muro é agora parte da história, e que o país está estabelecido em segurança como uma nação unificada.
Alemães em cerimônia neste sábado  (Foto: Reuters)Alemães em cerimônia neste sábado (Foto: Reuters)
A construção da barreira remete aos primeiros anos da Guerra Fria, quando Berlim Ocidental era o caminho escolhido por milhares de berlinenses orientais para fugir rumo à democracia do oeste.
Em resposta, autoridades da Alemanha Oriental construíram, na noite de 13 de agosto de 1961, uma muralha que rodeava totalmente o lado ocidental da cidade.
Pelas três décadas seguintes, Berlim se tornou um ponto de ebulição da Guerra Fria.
E, apesar de a barreira ter sido derrubada em 1989, é considerada até hoje um símbolo de divisões econômicas na Alemanha.
CicatrizesO correspondente da BBC na cidade, Stephen Evans, explica que o muro teve um impacto fortíssimo na cidade, deixando alguns de seus moradores abalados pela sensação de aprisionamento. Alguns guardam as cicatrizes psciológicas até hoje.
É o caso de Gitta Heinrich, que atualmente não tem muros ao redor de sua casa. A proteção de seu terreno é feita com árvores e arbustos, em vez de concreto e pedras. Dentro de casa, ela mantém as portas entre os cômodos sempre abertas. Nas ruas, evita espaços confinados em que haja multidões.
Gitta é da pequena vila de Klein-Glicenicke, nos arredores de Berlim, por onde passou o muro, transformando o local em uma ilha da Alemanha Oriental presa dentro de Berlim Ocidental.
Quando este foi derrubado, ela foi submetida a uma consulta médica, porque se sentia ansiosa e angustiada. Seu diagnóstico: 'Mauerkrankheit', ou 'doença do muro'.
'Dia mais triste'O prefeito dde Berlim, Klaus Wowereit, declarou que, apesar de o muro ter ficado para a história, 'não devemos esquecê-lo'.
Em uma cerimônia em Bernauer, rua que ficou conhecida por ter sido dividida pelo muro (e que hoje abriga um memorial), ele disse que a cidade está relembrando neste sábado 'seu dia mais triste na história recente'.
'É nossa responsabilidade comum manter vivas as memórias e passá-las adiante às próximas gerações, para manter a liberdade e a democracia e para evitar que injustiças não voltem a ocorrer.'

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Conheça os representantes de Ribas do Rio Pardo - MS que participarão da 3ª Olimpíada Nacional em História do Brasil

As equipes serão coordenadas pelo Professor Aparecido de
Souza

Escola João Ponce de Arruda (JOPA)

Equipe - As Demolidoras



Escola Municipal São Sebastião

Equipe - Os Profetas

Equipe -  Guaicurus

Equipe - The Heroes of History


Começa segunda-feira a 3ª Olimpíada Nacional em História do Brasil


Começa segunda-feira a 3ª Olimpíada Nacional em História do Brasil
com mais de 60 mil inscritos de todo Brasil
 
 
Tem início, na próxima segunda-feira (15), a 3ª Olimpíada Nacional em História do Brasil (ONHB) com recorde de inscrições. Foram mais de 60 mil inscritos de todo país. O coordenador-geral da Unicamp, Porf. Dr. Edgar Salvadori de Decca, abre oficialmente a ONBH na segunda-feira (15), às 9 horas. A partir de seu gabinete, na Reitoria da Universidade, ele colocará no ar a prova da primeira fase da Olimpíada, à qual os estudantes inscritos na competição terão acesso e realizarão pela internet. 
 
Composta por cinco fases on line e uma presencial, a ONHB tem possibilidade de agregar participantes de todas as regiões do país. Professores e estudantes terão acesso às questões de cada fase, bem como a todas as informações referentes à ONHB pelo site http://olimpiada.museudeciencias.com.br. Outros canais também já estão disponíveis para consulta e interatividade dos participantes e interessados: o Blog da Olimpíada e os perfis no Facebook Olimpíada Nacional em História do Brasil e no Orkut 3ª Olimpíada de História.
 A 3ª Olimpíada Nacional em História do Brasil é uma iniciativa do Museu Exploratório de Ciências da Unicamp.

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

2°Ano do Ensino Médio - A Revolução Industrial

Revolução Industrial

INTRODUÇÃO

A Revolução Industrial ocorrida na Inglaterra, integra o conjunto das "Revoluções Burguesas" do século XVIII, responsáveis pela crise do Antigo Regime, na passagem do capitalismo comercial para o industrial. Os outros dois movimentos que a acompanham são a Independência dos Estados Unidos e a Revolução Francesa, que sob influência dos princípios iluministas, assinalam a transição da Idade Moderna para Contemporânea.
Em seu sentido mais pragmático, a Revolução Industrial significou a substituição da ferramenta pela máquina, e contribuiu para consolidar o capitalismo como modo de produção dominante. Esse momento revolucionário, de passagem da energia humana para motriz, é o ponto culminante de uma evolução tecnológica, social, e econômica, que vinha se processando na Europa desde a Baixa Idade Média.

A) O PROCESSO DE PRODUÇÃO

Nessa evolução, a produção manual que antecede a industrial conheceu duas etapas bem definidas, dentro do processo de desenvolvimento do capitalismo:



O artesanato, foi a forma de produção característica da Baixa Idade Média, durante o renascimento urbano e comercial, sendo representado por uma produção de caráter familiar, na qual o produtor (artesão), possuía os meios de produção ( era o proprietário da oficina e das ferramentas) e trabalhava com a família em sua própria casa, realizando todas as etapas da produção, desde o preparo da matéria-prima, até o acabamento final; ou seja não havia divisão do trabalho ou especialização. Em algumas situações o artesão tinha junto a si um ajudante, porém não assalariado, pois realizava o mesmo trabalho pagando uma "taxa" pelo utilização das ferramentas.
É importante lembrarmos que nesse período a produção artesanal estava sob controle das corporações de ofício, assim como o comércio também encontrava-se sob controle de associações, limitando o desenvolvimento da produção.
A manufatura, predominou ao longo da Idade Moderna, resultando da ampliação do mercado consumidor com o desenvolvimento do comércio monetário. Nesse momento, já ocorre um aumento na produtividade do trabalho, devido a divisão social da produção, onde cada trabalhador realizava uma etapa na confecção de um produto. A ampliação do mercado consumidor relaciona-se diretamente ao alargamento do comércio, tanto em direção ao oriente como em direção à América, permanecendo o lucro nas mãos dos grandes mercadores. Outra característica desse período foi a interferência do capitalista no processo produtivo, passando a comprar a matéria prima e a determinar o ritmo de produção, uma vez que controlava os principais mercados consumidores.

A partir da máquina, fala-se numa primeira, numa segunda e até numa terceira e quarta Revolução Industrial. Porém, se concebermos a industrialização, como um processo , seria mais coerente falar-se num primeiro momento (energia a vapor no século XVIII), num segundo momento (energia elétrica no século XIX) e num terceiro e quarto momentos, representados respectivamente pela energia nuclear e pelo avanço da informática, da robótica e do setor de comunicações ao longo dos século XX e XXI, porém aspectos ainda discutíveis.

B) O PIONEIRISMO DA INGLATERRA

A Inglaterra industrializou-se cerca de um século antes de outras nações, por possuir uma série de condições históricas favoráveis dentre as quais, destacaram-se: a grande quantidade de capital acumulado durante a fase do mercantilismo; o vasto império colonial consumidor e fornecedor de matérias-primas, especialmente o algodão; a mudança na organização fundiária, com a aprovação dos cercamentos (enclousures) responsável por um grande êxodo no campo, e consequentemente pela disponibilidade de mão-de-obra abundante e barata nas cidades.



Docas de Londres
Outro fator determinante, foi a existência de um Estado liberal na Inglaterra, que desde 1688 com a Revolução Gloriosa. Essa revolução que se seguiu à Revolução Puritana (1649), transformou a Monarquia Absolutista inglesa em Monarquia Parlamentar, libertando a burguesia de um Estado centralizado e intervencionista, que dará lugar a um Estado Liberal Burguês na Inglaterra um século antes da Revolução Francesa.

C) PRINCIPAIS AVANÇOS DA MAQUINOFATURA

Em 1733, John Kay inventa a lançadeira volante.
Em 1767 James Hargreaves inventa a "spinning janny", que permitia a um só artesão fiar 80 fios de uma única vez.
Em 1768 James Watt inventa a máquina a vapor.
Em 1769 Richard Arkwright inventa a "water frame".
Em 1779 Samuel Crompton inventa a "mule", uma combinação da "water frame" com a "spinning jenny" com fios finos e resistentes.
Em 1785 Edmond Cartwright inventa o tear mecânico.



D) DESDOBRAMENTOS SOCIAIS

A Revolução Industrial alterou profundamente as condições de vida do trabalhador braçal, provocando inicialmente um intenso deslocamento da população rural para as cidades, com enormes concentrações urbanas. A produção em larga escala e dividida em etapas irá distanciar cada vez mais o trabalhador do produto final, já que cada grupo de trabalhadores irá dominar apenas uma etapa da produção.Na esfera social, o principal desdobramento da revolução foi o surgimento do proletariado urbano (classe operária), como classe social definida. Vivendo em condições deploráveis, tendo o cortiço como moradia e submetido a salários irrisórios com longas jornadas de trabalho, a operariado nascente era facilmente explorado, devido também, à inexistência de leis trabalhistas.
O desenvolvimento das ferrovias irá absorver grande parte da mão-de-obra masculina adulta, provocando em escala crescente a utilização de mulheres a e crianças como trabalhadores nas fábricas têxteis e nas minas. O agravamento dos problemas sócio-econômicos com o desemprego e a fome, foram acompanhados de outros problemas, como a prostituição e o alcoolismo.



Os trabalhadores reagiam das mais diferentes formas, destacando-se o movimento "ludista" (o nome vem de Ned Ludlan), caracterizado pela destruição das máquinas por operários, e o movimento "cartista", organizado pela "Associação dos Operários", que exigia melhores condições de trabalho e o fim do voto censitário. Destaca-se ainda a formação de associações denominadas "trade-unions", que evoluíram lentamente em suas reivindicações, originando os primeiros sindicatos modernos.
O divórcio entre capital e trabalho resultante da Revolução Industrial, é representado socialmente pela polarização entre burguesia e proletariado. Esse antagonismo define a luta de classes típica do capitalismo, consolidando esse sistema no contexto da crise do Antigo Regime.

sábado, 6 de agosto de 2011

Gato baiano procurando rato - o cúmulo da preguiça

Japão relembra 66 anos da bomba atômica que arrasou Hiroshima

Um minuto de silêncio lembrou as vítimas no Parque Memorial da Paz.
120 mil pessoas morreram no momento em que a bomba atingiu Hiroshima.

Da EFE
O Japão lembrou neste sábado (6) as vítimas da bomba atômica que arrasou Hiroshima há 66 anos, em cerimônia que o primeiro-ministro do país, Naoto Kan, aproveitou para questionar 'o mito da segurança' da energia nuclear.
Às 8h15 locais (20h15 de sexta-feira pelo horário de Brasília), um minuto de silêncio só rompido por várias badaladas lembrou no Parque Memorial da Paz de Hiroshima o momento em que a bomba caiu sobre a cidade e acabou de forma imediata com a vida de 120 mil de seus habitantes.
Bomba atômica que caiu sobre Hiroshima acabou de forma imediata com a vida de 120 mil pessoas (Foto: Koji Sasahara / AP)Bomba atômica que caiu sobre Hiroshima acabou de forma imediata com a vida de 120 mil pessoas (Foto: Koji Sasahara / AP)
Representantes de cerca de 70 países - incluindo os Estados Unidos - e da ONU estiveram entre os quase 50 mil presentes na homenagem, entre eles idosos que sobreviveram à bomba e seus familiares, cuja mensagem contra a radioatividade se viu amplificada este ano pela crise na usina nuclear de Fukushima.
Diante da mortal lembrança, o primeiro-ministro do Japão expressou seu 'profundo pesar' por ter acreditado no 'mito da segurança' da energia nuclear e prometeu investigar a fundo as causas do acidente na central de Fukushima Daiichi, o pior em 25 anos.
Naoto Kan, que chegou ao governo há pouco mais de um ano e anunciou que renunciará uma vez que esteja encaminhada a solução para a crise provocada pelo terremoto de março, insistiu que o Japão 'revisará sua política energética desde a base', para reduzir seu nível de dependência com relação às centrais atômicas.
O primeiro-ministro Naoto Kan expressou seu 'profundo pesar' pelas vítimas (Foto: STR / JIJI PRESS / AFP)O primeiro-ministro Naoto Kan expressou seu
'profundo pesar' pelas vítimas.
(Foto: STR / JIJI PRESS / AFP)
Além disso, em uma chamada ao desarmamento, o premiê apontou que o Japão, como único país que sofreu os efeitos da bomba atômica, tem 'a responsabilidade' de transmitir a toda a humanidade a ameaça que representam as armas nucleares.
Na cerimônia deste sábado foram acrescentados 5.785 novos nomes à lista das pessoas que perderam suas vidas direta ou indiretamente pela tragédia de Hiroshima, em balanço que chegou então ao total de 275.230 vítimas fatais.
Pouco antes do discurso de Kan, o prefeito da cidade, Kazumi Matsui, questionou a política energética nacional e ressaltou a 'tremenda ansiedade provocada pela atual ameaça da radioatividade' em Fukushima.
Sem chegar a pedir claramente o fim das centrais atômicas, Matsui, filho de dois sobreviventes da bomba atômica, solicitou ao Governo medidas 'para resgatar a compreensão e a confiança do povo'.
Além disso, em sua tradicional Declaração da Paz, reivindicou a abolição das armas nucleares e lançou uma morna crítica aos EUA ao lembrar que o país 'continua levando a cabo seus testes nucleares e outros experimentos relacionados'.
O debate sobre a segurança das usinas nucleares citou também as homenagens celebradas nos arredores da simbólica Cúpula da Bomba, o esqueleto do edifício que ficou de pé na região após o ataque.
Apesar de não ter havido grandes manifestações antinucleares, junto aos cartazes pela paz podiam ser vistas algumas mensagens de advertência contra a energia nuclear, da qual o Japão obtinha 30% de sua eletricidade antes do acidente de Fukushima.
No Parque da Paz se concentraram milhares de pessoas, muitas delas para dedicar homenagens e orações aos falecidos e também para mostrar seu respeito aos sobreviventes, que durante anos padeceram do estigma social da discriminação.
Em Hiroshima, que hoje é uma dinâmica cidade de mais de 1 milhão de habitantes, há 68.886 sobreviventes da bomba atômica, com uma idade média de 77 anos e cujos relatos adquirem cada vez mais valor para proteger suas trágicas experiências do esquecimento.
Para que suas lembranças passem às gerações futuras e promovam ao mesmo tempo o desarmamento nuclear, o Governo japonês incluiu testemunhos de 30 'hibakushas' (vítimas da bomba atômica) em sete idiomas na página oficial de seu Ministério das Relações Exteriores.
As novas tecnologias também permitem se aproximar das experiências das vítimas de Hiroshima e Nagasaki através de vários sites. Desde esta sexta-feira, o Google oferece, com seu serviço StreetView, uma visita virtual ao interior da Cúpula da Paz, normalmente com acesso proibido.

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Após morte de Itamar, Plano Real pode aparecer no vestibular

Em 1994, Itamar Franco comemorou o retorno na produção do popular Fusca no Brasil. Foto: AFP Em 1994, Itamar Franco comemorou o retorno na produção do popular Fusca no Brasil
Foto: AFP

O político responsável pelo Plano Real e pela volta do Fusca. É assim que o ex-presidente e senador de Minas Gerais Itamar Franco, morto no dia 2 de julho deste ano, deverá ser lembrado no vestibular, aposta o professor de história do Curso Apogeu, de Curitiba (PR), Marcio Santos. O plano político-econômico que conseguiu controlar a superinflação dos anos 1980 e 1990 e uma medida que estimulou a indústria automobilística a fabricar carros populares são, para o professor, os fatos mais marcantes da trajetória de Itamar.
»De Bin Laden a usinas nucleares; confira temas dos vestibulares
Mesmo que os créditos pela formatação do Plano Real recaiam também sobre o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, ministro da fazenda de Itamar, o fato do plano ter sido implantado durante a sua presidência não escapará às provas. "Depois de sucessivas tentativas de conter a inflação como o Plano Cruzado e o Plano Collor, realizados durante os governos de José Sarney e de Fernando Collor de Mello, Itamar chama para ministro da fazenda o então senador Fernando Henrique Cardoso, criador do real e que deu estabilidade ao País", explica o professor. Lançado em 1993, o plano baseava-se em três pontos: equilíbrio das contas públicas, com redução de despesas e aumento de receitas, criação da Unidade Real de Valor (URV), que indexava os preços a partir do lançamento do plano e a criação da nova moeda, chamada real, em vigor até os dias de hoje.
A indústria de bens duráveis também sofreu um fomento bastante grande durante a presidência de Itamar. O incentivo pode ser usado como cenário para uma questão sobre o desenvolvimento do setor no País. Para o professor, "Itamar Franco foi o responsável pela volta do velho Fusca, alegando que todos os brasileiros teriam direito a um carro. Apesar de ter fracassado, a ideia serviu para a indústria automobilística nacional investir em uma nova geração de carros populares", diz Santos.
As heranças políticas de Itamar também podem ser cobradas, ainda que apenas nos vestibulares de Minas Gerais. "Se considerarmos vestibulares regionais, é possível que algo seja cobrado sobre sua biografia, salientando aspectos biográficos como o fato de ter sido prefeito de Juiz de Fora, senador e governador de Minas", lembra o professor. Sua chegada à presidência, cargo que assumiu após o impeachment do então presidente Fernando Collor de Mello, em 1992, é uma grande candidata a figurar entre as questões. O plebiscito para escolher o regime institucional do País, realizado um ano depois, ainda no governo Itamar, também pode parecer nas provas. Na oportunidade, a população preferiu manter o sistema presidencialista, derrotando as propostas do parlamentarismo e da monarquia.
Abordagens mais sistemáticas também podem ser feitas. "Acredito que o governo de Itamar Franco pode cair dentro do contexto da Nova República, que compreende a redemocratização do Brasil até nossos dias", afirma Santos. Para o professor, o ex-presidente pode ser relacionado a políticos imediatamente anteriores e posteriores a ele: "tanto Collor quanto Itamar e Fernando Henrique foram presidentes que ajudaram na implantação do modelo neoliberal - apesar de Itamar ter se voltado mais para as questões internas -, marcado pela abertura do Brasil ao capital internacional e multinacionais e pelas privatizações de estatais", completa.

quarta-feira, 20 de julho de 2011

PROJETO - ECOS DA DITADURA

ESCOLA MUNICIPAL SÃO SEBASTIÃO



PROJETO


Professor - Aparecido de Souza
Disciplina - História






Ribas do Rio Pardo – MS
3°Bimestre/2011
1.       IDENTIFICAÇÃO
o   Escola Municipal São Sebastião - Ribas do Rio Pardo/MS.
o   Turmas (9°A e 9°B).
o   Disciplina – História.
o   Tema – Ditadura Militar (1964-1985).
o   Professor Aparecido de Souza.
o   3° Bimestre.

2.       PROBLEMÁTICA A SER ESTUDADA / DEFINIÇÃO DO TEMA
o   Observando o assunto como parte da programação do bimestre, ocorreu a idéia de tentar trabalhar o assunto de forma diferenciada.
o   O foco do nosso estudo está concentrado n a investigação das chamadas músicas de protestos para conhecermos as mazelas promovidas pela Ditadura Militar (1964-1985).

3.       JUSTIFICATIVA
o   A definição do tema justifica-se pela importância de conhecermos um período da História do Brasil bastante sombrio em termos políticos, mas muito fértil em produções artísticas e culturais, principalmente na Música Popular Brasileira - MPB.

4.       OBJETIVOS
o   Conhecer o período da Ditadura Militar (1964-1985) denunciado pelas músicas de protestos.
o   Analisar os Atos Institucionais e verificar de que forma possibilitaram o enrijecimento do regime.
o   Pesquisar biografias de artistas de destaque da época.
o   Verificar as formas de repressão imposta pelos militares.
o   Resgatar a essência da Música Popular Brasileira - MPB.




5.       CONTEÚDOS
o   Governo João Goulart (1961-64)- Implantou Reformas de Base
- Fortalecimento dos Movimentos sociais: UNE e Ligas Camponesas
- Oposição das elites conservadoras
, Igreja e classe média
o   Golpe Militar (31/03/64)- apoio da classe média, igreja, EUA, elite: tinham medo do comunismo
- assume a presidência o marechal Castelo Branco
 
o   O Governo Militar (1964-85) – Implantação da Ditadura Militar  
- uso da repressão / investigação (SNI), censura
- bipartidarismo: ARENA X MDB
- prisões / tortura / exílio (artistas e políticos)
- oposição armada ao regime militar: guerrilha urbana e rural
 
o   Governo Militar. - “Milagre econômico” : crescimento sem distribuição de renda e aumento da dívida externa
- influência dos EUA
- protestos e passeatas 
o   Cultura na década de 1960
- Cinema Novo: crítica a miséria do país e a realidade do Brasil
- Músicas de protesto e “alienadas”.    

6.       DISCIPLINAS ENVOLVIDAS
o   História e Artes.

7.       METODOLOGIAS/PROCEDIMENTOS/CRONOGRAMA
o   Analisar o tema a partir do material apostilado (Opet) e suas indicações (filmes, livros, sites, etc.).
o   Pesquisar na Sala de Tecnologias Educacionais - STE sobre o tema em questão (em vídeos do You Tube, blogs, links e sites).
o   Ouvir e analisar diversas músicas de protestos.
o   Escolher uma música que melhor descreve o período e produzir um texto.
o   Em grupo ou individual, dublar ou cantar uma música de protesto.
8.       RECURSOS A SEREM UTILIZADOS
o   Computadores;
o   Internet;
o   Impressoras;
o   Filmadora;
o   Câmera fotográfica;
o   Microfones;
o   Caixas de som;
o   Apostila da Opet.

9.       REGISTRO DO PROCESSO
o   O registro será feito através  de filmagens, das fotografias e dos textos produzidos.

10.   AVALIAÇÃO
o   Os alunos serão avaliados pela participação individual e coletiva em todas as atividades (pesquisa, produção e dublagem das músicas).

11.   DIVULGAÇÃO / SOCIALIZAÇÃO DO PROJETO REALIZADO
o   Os resultados dos trabalhos (show de dublagens) serão apresentados para toda a comunidade escolar (do período) e posteriormente serão disponibilizados no blog http://www.herodotomoderno.blogspot.com/.








segunda-feira, 18 de julho de 2011

Família Schurmann acha submarino que afundou na II Guerra

Durante a II Guerra Mundial, dez submarinos alemães e um italiano foram bombardeados e afundaram na costa brasileira. O U-513 foi o primeiro e único encontrado até hoje.

Há 68 anos, durante a Segunda Guerra Mundial, um avião americano localizava, em águas brasileiras, um submarino alemão. Esta semana uma descoberta histórica, uma família de velejadores encontrou o U-513 no fundo do mar.

Velas ao vento. Missão: encontrar o U-513, um submarino alemão que foi bombardeado e afundou em águas brasileiras durante a Segunda Guerra Mundial. O Fantástico acompanhou o início desta história.

Em 2009, a equipe do Fantástico acompanhou a família Schurmann em mais uma aventura. Depois de dois anos de buscas, o flagrante da grande descoberta. “O leme tem cinco metros na planta e aqui tem cinco metros. Achamos”, comemora o comandante da expedição, Vilfredo Shurmann.

O desafio da equipe comandada pela família Schurmann foi algo como procurar uma agulha num palheiro. Vasculhar uma área de 200 quilômetros quadrados exigiu muita pesquisa, paciência e tecnologia.

Um equipamento chamado magnetômetro, foi fundamental. Ele localiza objetos de metal no fundo do mar e é capaz de dimensionar o tamanho e o peso de tudo o que rastreia.

“Nós pudemos calcular que existia um objeto lá embaixo, com um peso entre 600 e 1mil toneladas. Bom, o submarino alemão tem exatamente 760 toneladas, então este foi o primeiro indício para o achado”, explica o oceanógrafo
Lindino Benedette.

Outro aparelho, o sonar de varredura, completou o serviço. Ele funciona de um jeito simples: emite sons e depois capta o eco para compor o desenho. O resultado é uma espécie de ultrassonografia do submarino, que esta semana vai completar 68 anos intocado no fundo do mar.

“É uma foto semelhante a uma ultrassonograia feita em bebês, só que no mar”, explica o oceanógrafo Thomaz Tessler.

Durante a Segunda Guerra Mundial, dez submarinos alemães e um italiano foram bombardeados e afundaram na costa brasileira. O U-513 foi o primeiro e único encontrado até hoje.

Em junho de 1943, o submarino alemão patrulhava a rota Buenos Aires - Rio de janeiro com a missão de afundar qualquer navio aliado. Dentro dele, 53 tripulantes, 22 torpedos e 44 minas. O U-513 tinha fama de aterrorizar navios mercantes. Só na costa brasileira, em menos de um mês, afundou três embarcações.

“Havia uma estratégia de guerra global, e isso incluía o patrulhamento da nossa costa, patrulhamento de toda essa região que era rota de passagem de navios que levavam mantimentos, levavam matéria prima, uma série de materiais que eram importantes para os aliados”, diz o jornalista e pesquisador, Roberto Sander.

Em 19 de julho de 1943, um hidroavião americano decola junto à costa de Florianópolis com uma missão: localizar e abater o submarino inimigo. Por horas, nada foi encontrado. Até que, às 15h30, o piloto percebeu um ponto em alto mar. Era o submarino, que navegava na superfície, aí começou um ataque anti-aéreo.

Em uma atitude quase Kamikaze, o avião deu um rasante a apenas 15 metros de altura e soltou seis bombas de 225 quilos cada.

Duas bombas acertaram em cheio o casco do submarino, que afundou em poucos minutos. Apenas sete tripulantes que estavam no convés sobreviveram, e isso graças a um bote lançado pelo próprio avião que fez o ataque.

“Nós fomos para os Estados Unidos, onde nós fizemos uma pesquisa bem extensa nos arquivos secretos de guerra. Fomos para a Alemanha também visitar o museu do U-BOAT para ver tudo que tinha. Nós descobrimos o diário de bordo do navio que resgatou os sobreviventes do submarino, então a partir tivemos mais ou menos uma ideia de onde é que estava o submarino”, conta Heloísa Schurmann.

O U-513 foi localizado cerca de 85 quilômetros ao leste de Florianópolis . O ponto exato é segredo.

“Por isso nós estamos guardando a sua posição a sete chaves para ninguém poder tocar nele até podermos registrar as primeiras imagens oculares lá”, explica o cineasta David Schurmann.

Começa agora uma nova etapa da expedição, a 135 metros de profundidade: “a gente vai precisar mandar um robô lá embaixo para poder filmar, e quem sabe até entrar dentro do submarino, que seria um sonho”, diz Shurmann.

Entrar e quem sabe descobrir que segredos deste tesouro da história mundial.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Revolução Francesa (1789)

14 DE JULHO DE 1789 - A QUEDA DA BASTILHA


A BASTILHA

A Bastilha (em francês: Bastille) apenas como um portal de entrada ao bairro parisiense de Saint-Antoine, na França, motivo pelo qual era denominada Bastilha de Saint-Antoine. Encontrava-se onde hoje está situada a Place de la Bastille ("Praça da Bastilha") em Paris. Mas ficou realmente conhecida por ter sido uma prisão, assim funcionando desde o início do século XVIIaté o final do século XVIII.
Ficou famosa por ter sido o palco do evento histórico conhecido como a Queda da Bastilha, em 14 de Julho de 1789, o qual aliado ao Juramento do Jogo da Péla, está entre os fatos mais importantes do início da Revolução Francesa.
O evento foi grandiosamente comemorado exatamente um ano depois (em 14 de Julho de 1790) na pomposa festa que ficou conhecida como a "Fête de la Fédération" (A Festa da Federação). A data tornou-se feriado nacional na França, sendo comemorada anualmente. É popularmente chamada de "Dia da Bastilha", apesar de na França denominarem-na "Fête Nationale" (A Festa Nacional).
Em novembro de 1789 a Bastilha foi totalmente demolida.


HISTÓRIA

A Bastilha foi construída como "Bastião de Saint-Antoine" durante a Guerra dos Cem Anos, por Carlos V da França. Inicialmente serviu apenas como mero portal de entrada para o bairro de Saint-Antoine, mas de 1370 a 1383 o portal foi ampliado e reformado para se transformar numafortaleza, que serviria para defender o lado leste de Paris, além de um palácio real que ficava nas proximidades, constituindo-se no mais forte ponto de defesa da muralha do rei. Após a guerra, começou a ser utilizada pela realeza francesa como prisão estadual (o rei Luís XIII foi o primeiro a enviar prisioneiros para lá).
A Bastilha foi construída como um retângulo irregular com 8 torres de 68 metros (223 pés) de comprimento, 27 metros (88 pés) de largura, com torres e paredes de 24 metros (78 pés) de altura, cercada por um largo e amplo fosso. Originalmente, possuía em seu interior dois pátios, além de edifícios residenciais contra as paredes. Um par de torres nas fachadas leste e oeste era o que servia de portal inicial de passagem para o bairro Saint-Antoine.
Uma característica militar significativa da construção é que as paredes e torres eram da mesma altura, e eram conectadas por um amplo terraço. Isto possibilitava que os soldados na parede frontal se movimentassem rapidamente até um setor ameaçado da fortaleza sem que precisassem descer por dentro das torres, assim como possibilitava o fácil posicionamento de artilharia defensiva.
Uma construção muito similar à Bastilha pode ser vista hoje no Châteaux de Tarancon.

A BASTILHA COMO PRISÃO

Por volta do século XVIII, servia muito mais como lugar de lazer e depósito de armas do exército francês do que como prisão, como nos anos passados, pelo que havia adquirido a simpatia do rei Luís XVI da França.
Neste período, encontrou-se a Bastilha dividida internamente em:
  • pavimento superior
  • pavimento térreo
  • calabouço
O pavimento superior proporcionava acomodações um pouco mais confortáveis para os detentos, em comparação aos outros dois.
O térreo funcionava como uma prisão comum, registrando-se a maior incidência de doenças como pneumonias, devido à temperatura ambiente.
O calabouço era a parte mais temida da Bastilha, uma vez que a sua arquitetura era de estreitos corredores e salas. A pessoa condenada ao calabouço deveria escolher uma posição corporal para entrar na sala, sendo que a mesma não possuía nenhum espaço para a locomoção, obrigando-a a ficar de pé. O prisioneiro do calabouço freqüentemente falecia, vítima de frio, fome ou doenças, visto que o tratamento prestado aos prisioneiros daquele setor era o pior.

O ASSALTO À BASTILHA

A grande prisão do estado terminou sendo invadida em 14 de julho de 1789 porque um jornalista, Camille Desmoulins, até então desconhecido, arengou em frente ao Palais Royal e pelas ruas dizendo que as tropas reais estavam prestes a desencadear uma repressão sangrenta sobre o povo de Paris. Todos deviam socorrer-se das armas para defender-se. A multidão, num primeiro momento, dirigiu-se aos Inválidos, o antigo hospital onde concentravam um razoável arsenal. Ali, apropriou-se de três mil espingardas e de alguns canhões. Correu o boato de que a pólvora porém se encontrava estocada num outro lugar, na fortaleza da Bastilha. Marcharam então para lá. A massa insurgente era composta de soldados desmobilizados, guardas, marceneiros, sapateiros, diaristas, escultores, operários, negociantes de vinhos, chapeleiros, alfaiates e outros artesãos, o povo de Paris enfim. A fortaleza, por sua vez, defendia-se com 32 guardas suíços e 82 "inválidos" de guerra, possuindo 15 canhões, dos quais apenas três em funcionamento.
Durante o assédio, o marquês de Launay, o governador da Bastilha, ainda tentou negociar. Os guardas, no entanto, descontrolaram-se, disparando na multidão. Indignado, o povo reunido na praça em frente partiu para o assalto e dali para o massacre. O tiroteio durou aproximadamente quatro horas. O número de mortos foi incerto. Calculam que somaram 98 populares e apenas um defensor da Bastilha.
Launay teve um fim trágico. Foi decapitado e a sua cabeça espetada na ponta de uma lança desfilou pelas ruas numa celebração macabra. Os presos, soltos, arrastaram-se para fora sob o aplauso comovido da multidão postada nos arredores da fortaleza devassada. Posteriormente a massa incendiou e destruiu a Bastilha, localizada no bairro Santo Antônio, um dos mais populares de Paris. O episódio, verdadeiramente espetacular, teve um efeito eletrizante. Não só na França mas onde a notícia chegou provocou um efeito imediato. Todos perceberam que alguma coisa espetacular havia ocorrido. Mesmo na longínqua Königsberg, na Prússia Oriental, atingida pelo eco de que o povo de Paris assaltara um dos símbolos do rei, fez com que o filósofo Emanuel Kant, exultante com o acontecimento, pela primeira vez na sua vida se atrasasse no seu passeio diário das 18 horas.


A DECLARAÇÃO DOS DIREITOS

A Assembleia Nacional Constituinte, enquanto isso, continuava elaborando os artigos constitucionais. Uma pequena comissão de deputados, entre eles o marquês de La Fayette, Dupont, Barnarve, La Meth e Blancon, reunidos na casa de Thomas Jefferson, então embaixador norte-americano em Paris, pensaram em dotar a futura Constituição francesa com um preâmbulo, uma Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão, que sintetizasse os anseios maiores da Revolução. Pronta a sua redação, na qual adotaram o mesmo formato das Tábuas da Lei, com uma introdução redigida por Mirabeau, aprovaram-na na sessão de 26 de agosto de 1789. Em apenas 17 artigos, facilmente aprendidos, expuseram os direitos básicos da modernidade e o desejo de autonomia da burguesia (que como classe universal, falava em nome do povo inteiro). Com ela, com a declaração dos direitos, a revolução francesa de 1789 irmanou-se com a revolução americana de 1776, selando o início do fim do absolutismo e consolidando as assim chamadas, por R.R. Palmer e Jacques Godechot, "Revoluções Atlânticas". O documento tinha também outras ambições, os 17 artigos que a compunham serviriam como um novo catecismo elaborado pela burguesia que assim se auto-delegava a tarefa de emancipar o mundo do feudalismo e dos privilégios herdados pelo nascimento.


A TOMADA DA BASTILHA

A Tomada da Bastilha (em francês: Prise de la Bastille) foi um evento central da Revolução Francesa, ocorrido em 14 de julhode 1789. Embora a Bastilha, fortaleza medieval utilizada como prisão contivesse, à época, apenas sete prisioneiros, sua queda é tida como um dos símbolos daquela revolução, e tornou-se um ícone da República Francesa. Na França, o quatorze juillet (14 de julho) é um feriado nacional, conhecido formalmente como Fête de la Fédération ("Festa da Federação"), conhecido também como Dia da Bastilha em outros idiomas. O evento provocou uma onda de reações em toda a França, assim como na Europa, que se estendeu até a distante Rússia Imperial.
Durante o reinado de Luís XVI, a França passava por uma grande crise financeira, desencadeada pelo custo da intervenção do país na Guerra Revolucionária Americana, e exacerbada por um sistema desigual de taxação. Em 5 de maio os Estados-Gerais de 1789 se reuniram para lidar com o problema, porém foram impedidos de agir por protocolos arcaicos, e pelo conservadorismo do Segundo Estado, que consistia da nobreza - 2% da população do país na época. Em 17 de junho o Terceiro Estado, com seus representantes vindos da classe média, ou bourgeoisie (burguesia), se reorganizou na forma da Assembleia Nacional, uma entidade cujo propósito era a criação de uma constituição francesa. O rei inicialmente opôs-se a este acontecimento, porém eventualmente foi obrigado a reconhecer a autoridade da assembleia, que passou a ser chamada de Assembleia Nacional Constituinte.
A invasão da Bastilha e a consequente Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão formaram o terceiro evento desta fase inicial da revolução. A primeira havia sido a revolta da nobreza, ao se recusar a ajudar o rei através do pagamento de impostos.[1]A segunda havia sido a formação da Assembleia Nacional e o Juramento da Sala do Jogo da Péla.
A classe média havia formado a Guarda Nacional, ostentado rosetas tricolores, em azul, branco e vermelho, que logo se tornariam o símbolo da revolução.
Paris estava à beira da insurreição e, nas palavras de François Mignet, "intoxicada com liberdade e entusiasmo",[2] mostrando amplo apoio à Assembleia. A imprensa publicava os debates realizados na Assembleia, e o debate político acabou se espalhando para as praças públicas e salões da capital. O Palais-Royal e seus jardins tornaram-se palco de uma reunião interminável; e a multidão ali reunida, enfurecida, decidiu arrombar as prisões da Abbaye para soltar alguns granadeiros que teriam sido presos por disparar contra o povo. A Assembleia encaminhou os guardas presos à clemência do rei, e após retornarem à prisão, acabaram por receber o perdão. As tropas, até então consideradas confiáveis pelo rei, agora passaram a tender pela causa popular.


História

A grande prisão do estado terminou sendo invadida porque um jornalista, Camille Desmoulins, até então desconhecido, discutiu em frente ao Palácio Real e pelas ruas dizendo que as tropas reais estavam prestes a desencadear uma repressão sangrenta sobre o povo de Paris. Todos deviam socorrer-se das armas para defender-se. A multidão, num primeiro momento, dirigiu-se aos Inválidos, o antigo hospital onde concentravam um razoável arsenal. Ali, apropriou-se de vinte e oito mil mosquetes e de alguns canhões. Correu o boato de que a pólvora porém se encontrava estocada num outro lugar, na fortaleza da Bastilha. Marcharam então para lá. A massa revoltosa era composta de soldados desmobilizados, guardas, marceneiros, sapateiros, diaristas, escultores, operários, negociantes de vinhos, chapeleiros, alfaiates e outros artesãos, o povo de Paris enfim. A fortaleza, por sua vez, defendia-se com 32 guardas suíços e 82 "inválidos" de guerra, possuindo 15 canhões, dos quais apenas três em funcionamento.
Durante o assédio, o marquês de Launay, o governador da Bastilha, ainda tentou negociar. Os guardas, no entanto, descontrolaram-se, disparando na multidão. Indignado, o povo reunido na praça em frente partiu para o assalto e dali para o massacre. O tiroteio durou aproximadamente quatro horas. O número de mortos foi incerto. Calculam que somaram 98 populares e apenas um defensor da Bastilha.
Launay teve um fim trágico. Foi decapitado e a sua cabeça espetada na ponta de uma lança desfilou pelas ruas numa celebração macabra. Os presos, soltos, arrastaram-se para fora sob o aplauso comovido da multidão postada nos arredores da fortaleza devassada. Posteriormente a massa incendiou e destruiu a Bastilha, localizada no bairro Santo Antônio, um dos mais populares de Paris. O episódio, verdadeiramente espetacular, teve um efeito eletrizante. Não só na França mas onde a notícia chegou provocou um efeito imediato. Todos perceberam que alguma coisa espetacular havia ocorrido. Mesmo na longínqua Königsberg (hoje Kaliningrado, na Prússia Oriental), atingida pelo eco de que o povo de Paris assaltara um dos símbolos do rei, fez com que o filósofo Immanuel Kant, exultante com o acontecimento, pela primeira vez na sua vida se atrasasse no seu passeio diário das 18 horas.
A queda da Bastilha, no 14 de Julho de 1789, ainda hoje é comemorada como o principal feriado francês.

Referências

  1. Gross, David. We Won’t Pay!: A Tax Resistance Reader. pp.139–153.
  2. Mignet, François. History of the French Revolution from 1789 to 1814, disponível no Projeto Gutenberg.